Talvez sejam seus olhos fundos, ou o som da sua risada. O cheiro das suas roupas e a maciez do seu cabelo. Sua concentração dedilhando aquele violão ou o timbre da sua voz.
O modo como você ajeita o cabelo, movimenta as mãos ou fala.
É aquela risada de quando você enfrenta o sono, seu cinismo, seus apelidos, seu modo de ver a vida. Seu calor.
Não sei como essas memórias me atordoam. Não sei por que de repente o cheiro e as cores ao meu redor mudam. Só por você invadir meu pensamento.
Sua espontaneidade e a ausência do seu medo. Sua respiração vIgarosa e as mãos frias que nunca tocavam as minhas.
O som das batidas de seu coração bem junto ao meu ouvido.
Suas paredes azuis.
A música de fundo, as risadas lá fora e aqui dentro.
A tevê.
São memórias sendo guardadas pela falta de cuidados.
Algo entre uma santa e uma pilantra. Quero uma emoção paralítica. O mundo me viu brigar, agora vai me ver dormir.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Eu estou longe de ser quem eu sempre fui

Dizer que durante esse tempo todo conseguia ver, mesmo que só o brilhinho, daquela tal luz no final do túnel seria uma mentira. Eu reconhecia o exagero do momento, das crises e dos "nunca mais", mas não via outro ângulo para a felicidade que não fosse aquele. Até porque era realmente sensacional a cena vista daquele cume alto que eu havia criado. Com um pouco de esperança e nenhum amor próprio, cria-se de tudo. No meu caso, montanhas de gelo que derretem com o passar dos meses. Até que tu sintas os dois pés tocando o chão. O chão que é tão banal e que todos falam com tanto orgulho: "Enfim, fixei meus pés no chão!" Pois que grande nada é pisar aqui. Eu prefiro as brasas, ou o gelo que seja.
Doeu demais chegar até esse fim da linha. E por mais que eu já respire normalmente e a maioria dos nós na garganta já tenham se desamarrado, não sei se gosto do que vejo. Eu estou me adaptando! O coração anda batendo no mesmo ritmo há dias. E talvez eu precise mudar meu nome. É atípico demais não me ver lutando, rindo sozinha ou chorando pelos cantos. O tempo simplesmente passa. O passado já não incomoda mais e nem o futuro causa dor no estômago."Não confundo nomes. Não deixo de comprar meu doce preferido, para comprar o outro que agrada. Todos os compromissos na agenda se referem apenas a mim. Eu puxo apenas a metade da colcha todos os dias. Agora eu preciso de concentração para lembrar do "nosso mundo". Não corro mais o risco de te ligar enganado, porque de fato esqueci o teu número. Eu estou longe de ser quem eu sempre fui. Não acordo mais atrasada , tão pouco eufórica. Ligado no piloto automático, onde é seguro. Em um momento lúcido, imune dos meus grandes dramas. Vivendo paixões regradas e relações aparentemente saudáveis. Sem beijos que ardem e sem brigas que ferem.
Eu estou longe de ser o que sempre fui e muitos sabem o quanto é estranho me ver sendo envolvido por essa nova identidade tão comedida. É algo natural, eu sei e que esses "muitos" me previniram; iria chegar. Eu só precisava respeitar o meu tempo. Eu respeitei então o tempo, sem querer. A maior e mais resistente de todas as cicatrizes parece agora estar fechada. Estou tão estranha que nem ao menos sei o que sinto me sentindo assim. Assim normal. Eu estou longe de ser o que sempre fui. No entanto ainda percebe-se a permanência dos tradicionais dilemas. Logo, nem toda essência foi perdida.
domingo, 16 de outubro de 2011
Lembras quando deixei tudo de lado para que as coisas dessem certo?
Pois bem, esse tempo se foi.
E eu não tenho pretensão alguma de falar dele.
Menos ainda de revivenciá-lo.
Eu ando preocupada comigo, preocupada em errar pra aprender. Dar quantos tropeços forem necessários, pra mais tarde perceber a tal pedra. Perceber e jogá-la longe, com as minhas duas mãos.
Perto de ti...
Não destruísses sonhos, mas incansavelmente deu passos a fim de perturbar meu sossego.
Bastaram as lágrimas ...
Aquele presente de decepção está guardado aqui, com seus laços desfeitos.
Agora, esqueça! A esperança de dias melhores é algo de que nunca irás me privar.
Controle toda minha liberdade, continue planejando e atuando ao lado do que, logicamente, sabes que me afeta.
O que tinhas pra perder, foi perdido pra sempre. Logo, não perdes nada.
Aliás, perdes tempo.
Todas as memórias permanentemente apagadas ...
A minha maior tática eu aprendi com os inimigos, então não queira que eu te queira mal.
Eu sou a mesma menina, vestindo a minha mais bem polida armadura.
Pois bem, esse tempo se foi.
E eu não tenho pretensão alguma de falar dele.
Menos ainda de revivenciá-lo.
Eu ando preocupada comigo, preocupada em errar pra aprender. Dar quantos tropeços forem necessários, pra mais tarde perceber a tal pedra. Perceber e jogá-la longe, com as minhas duas mãos.
Perto de ti...
Não destruísses sonhos, mas incansavelmente deu passos a fim de perturbar meu sossego.
Bastaram as lágrimas ...
Aquele presente de decepção está guardado aqui, com seus laços desfeitos.
Agora, esqueça! A esperança de dias melhores é algo de que nunca irás me privar.
Controle toda minha liberdade, continue planejando e atuando ao lado do que, logicamente, sabes que me afeta.
O que tinhas pra perder, foi perdido pra sempre. Logo, não perdes nada.
Aliás, perdes tempo.
Todas as memórias permanentemente apagadas ...
A minha maior tática eu aprendi com os inimigos, então não queira que eu te queira mal.
Eu sou a mesma menina, vestindo a minha mais bem polida armadura.
Sabia que adoro te ver assim sorrindo?
É óbvio que não podemos sorrir sempre. E se pudéssemos talvez não houvesse o menor sentido.
Qual seria a graça de tentar te fazer sorrir? De te ouvir dizer pra parar antes que tu acordasse todos aí na sua casa rindo.
Gostaria de apelar pras cócegas, mas um tal de destino, que vive acabando com os planos que insistimos em criar, fantasiar... esse mesmo, que me renova e me surpreende todos os dias, me limitou a ter apenas as palavras, o som, a imagem... por enquanto; mas já que é isso que possuo pra te trazer um pouco mais de felicidade, tenho que fazer bom uso.
Além de anja dos bichinhos, és anja-da-guarda de gente grande.
Tu me salvou uma noite. Talvez não tenha noção, nem eu tinha. Mas pegou minha mão, e me puxou pra fora desse tal poço.
E eu não sabia que quando eu saísse, lá no topo, veria esse rosto ali de cima. Talvez aí a graça de viver.
A cada queda, enquanto seu corpo vai sumindo, e tu sentes o vento subindo e é tomado de uma fraqueza que aleja, eis que surge a mão, o anjo, que te abraça e te enche de ar novamente, te faz voar outra vez, te mostra que está vivo. E que os tropeços serão incontáveis, mas levantar tem um sabor tão bom; olhar o horizonte depois de tudo, respirar tranquilo e ver que do seu lado estão seus protetores. Sua fortaleza.
Não é todo dia que achamos nossa versão por aí. E quando achamos, a gente sabe. A gente quer abraçar. Quer brincar. Quer rir. Quer olhar nos olhos. Quer fazer carinho. Quer tanta coisa. Só não quer largar.
Versões que somos, aprendemos só na porrada e ainda bem que nos temos pra ajudar nos curativos, e tomara que as porradas daqui pra frente, estejam no meio das risadas, brincando de lutinha.
Achei linda essa cartinha e resolvi colar aqui pra poder ler sempre. Obrigada, seu Lindo! :)
É óbvio que não podemos sorrir sempre. E se pudéssemos talvez não houvesse o menor sentido.
Qual seria a graça de tentar te fazer sorrir? De te ouvir dizer pra parar antes que tu acordasse todos aí na sua casa rindo.
Gostaria de apelar pras cócegas, mas um tal de destino, que vive acabando com os planos que insistimos em criar, fantasiar... esse mesmo, que me renova e me surpreende todos os dias, me limitou a ter apenas as palavras, o som, a imagem... por enquanto; mas já que é isso que possuo pra te trazer um pouco mais de felicidade, tenho que fazer bom uso.
Além de anja dos bichinhos, és anja-da-guarda de gente grande.
Tu me salvou uma noite. Talvez não tenha noção, nem eu tinha. Mas pegou minha mão, e me puxou pra fora desse tal poço.
E eu não sabia que quando eu saísse, lá no topo, veria esse rosto ali de cima. Talvez aí a graça de viver.
A cada queda, enquanto seu corpo vai sumindo, e tu sentes o vento subindo e é tomado de uma fraqueza que aleja, eis que surge a mão, o anjo, que te abraça e te enche de ar novamente, te faz voar outra vez, te mostra que está vivo. E que os tropeços serão incontáveis, mas levantar tem um sabor tão bom; olhar o horizonte depois de tudo, respirar tranquilo e ver que do seu lado estão seus protetores. Sua fortaleza.
Não é todo dia que achamos nossa versão por aí. E quando achamos, a gente sabe. A gente quer abraçar. Quer brincar. Quer rir. Quer olhar nos olhos. Quer fazer carinho. Quer tanta coisa. Só não quer largar.
Versões que somos, aprendemos só na porrada e ainda bem que nos temos pra ajudar nos curativos, e tomara que as porradas daqui pra frente, estejam no meio das risadas, brincando de lutinha.
Achei linda essa cartinha e resolvi colar aqui pra poder ler sempre. Obrigada, seu Lindo! :)
Guarde bem as primeiras impressões, mas considere somente as últimas. O ser humano tem uma capacidade incrível de confundir. Por experiência própria, não crie pré-conceitos, a não ser que sejam eles muitos, a não ser que alguns sejam antagônicos.
Entenda, ou apenas engula, se amanhã teu melhor amigo pegar aquela vaga de emprego que tu tanto querias.
Seleção natural como justificativa!
E por favor, não sejas hipócrita! Farias o mesmo. Farias isso e um convite cara-de-pau para um chopinho de comemoração após o expediente.
Só sobrevivem os mais fortes, ora essa.
Abominamos o egoísmo mas ele ferve, carregamos ele por natureza.
Agora, aprenda a duvidar não só dos inimigos. Deixe que eles também te ensinem.
Esqueça a velha história do sexto sentido.
Seja sutil.
Mantenha a máscara alinhada.
Entenda, ou apenas engula, se amanhã teu melhor amigo pegar aquela vaga de emprego que tu tanto querias.
Seleção natural como justificativa!
E por favor, não sejas hipócrita! Farias o mesmo. Farias isso e um convite cara-de-pau para um chopinho de comemoração após o expediente.
Só sobrevivem os mais fortes, ora essa.
Abominamos o egoísmo mas ele ferve, carregamos ele por natureza.
Agora, aprenda a duvidar não só dos inimigos. Deixe que eles também te ensinem.
Esqueça a velha história do sexto sentido.
Seja sutil.
Mantenha a máscara alinhada.
Made in Taiwan
Se não fossem verídicas não seriam frases feitas e sim piadas.
Ela estava mais uma vez certa quando berrou da cozinha que ninguém morre de amor, que não havia nada melhor que um dia após o outro, o acordar, que o tempo sempre foi o melhor remédio.
Em meio a pernas entrelaçadas o "próximo passo" foi dado. E com todo o sucesso duvidoso, vem transformando-se em corrida. Corrida às pressas visto que tanto tempo já foi perdido.
Pra quem era aquela que nos joguinhos de escola, registrado em últimas folhas, casaria-se com 21 anos... é hora mesmo de seguir em frente e voar.
Notifiquem o destino que eu voltei pro jogo. Eu não deixei de acreditar, como era previsto. Apesar do histórico, de realmente aparentar que a história aqui seria uma velhinha solteirona, complicada, de tatuagens desbotadas e pêlo de gato nas roupas, eu ainda me sinto merecedora da tal casa de sala agradável. Merecedora do marido chegando as 19 horas e peças de Legos espalhadas pelo chão.
Eu já caí e levantei tantas vezes que agora eu começo a economizar com as crises, antes mesmo que elas me deem câimbras. É assim quando a vida faz de ti uma espécie "Made in Taiwan" de Fênix.
Nada simples, mas nunca impossível.
Ela estava mais uma vez certa quando berrou da cozinha que ninguém morre de amor, que não havia nada melhor que um dia após o outro, o acordar, que o tempo sempre foi o melhor remédio.
Em meio a pernas entrelaçadas o "próximo passo" foi dado. E com todo o sucesso duvidoso, vem transformando-se em corrida. Corrida às pressas visto que tanto tempo já foi perdido.
Pra quem era aquela que nos joguinhos de escola, registrado em últimas folhas, casaria-se com 21 anos... é hora mesmo de seguir em frente e voar.
Notifiquem o destino que eu voltei pro jogo. Eu não deixei de acreditar, como era previsto. Apesar do histórico, de realmente aparentar que a história aqui seria uma velhinha solteirona, complicada, de tatuagens desbotadas e pêlo de gato nas roupas, eu ainda me sinto merecedora da tal casa de sala agradável. Merecedora do marido chegando as 19 horas e peças de Legos espalhadas pelo chão.
Eu já caí e levantei tantas vezes que agora eu começo a economizar com as crises, antes mesmo que elas me deem câimbras. É assim quando a vida faz de ti uma espécie "Made in Taiwan" de Fênix.
Nada simples, mas nunca impossível.
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