Algo entre uma santa e uma pilantra. Quero uma emoção paralítica. O mundo me viu brigar, agora vai me ver dormir.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Mundo a escura
às vezes as circunstancias nos cegam, ás vezes deixam nossos olhos chamuscados. a verdade é que muitas vezes não conseguimos entender coisas que estão bem nas nossas frentes, obcecados por uma idéia ou uma crença. essas obsessões sempre aparecem, não importa relacionadas a que, prontas para nos fixar, para nos desviar. tudo que é demais, não faz bem, tudo que é fissurado, pode se transformar em doença. mas tudo que é tão forte pode nos levar para um patamar de penhasco. porém, não importa o quanto algo gruda em nossas mentes ou nossos corações, existe sempre um momento de luz, um momento onde decidimos ir em frente ou recuar, um momento onde tomamos uma decisão final, sobre um ponto de partida. são nessas vezes que escolhemos ficar cegos ou não, que escolhemos nos permitir mudar. o lado bom é que existe essa escolha, e que mesmo que ela venha em um ponto em que julgamos irreversível, podemos agarrá-la. podemos tomar a decisão e adquirir a consciência de que queremos ser melhores. quando escutamos as pequenas intuições, quando conseguimos identificar por um segundo que seja, um sentimento que fala com leveza sobre o caminho certo a tomar, então podemos caminhar para frente. quando algo terrível acontece e conseguimos sobreviver, existe sempre um lado bom; a lição. quando doemos e decidimos que queremos nos sarar, transformamos nossa dor em força, e essa força gera inteligência e sabedoria.
Tatuagem
não existe a comunidade underground, nenhum navio de piradas
bêbados iniciando suas vidas adultas com exercícios doentes, sujos, e
baratos de deformação corporal. somos simplesmente pessoas que gostam
de usar seus corpos como billboards. uma tatuagem é uma criação poética
e sempre mais do que o olho nú pode ver. quando uma tatuagem é cravada
em pele viva, sua essência produz um distresse único para a condição
humana mortal. tatuar é personalizar o corpo, criar uma verdadeira casa
e um templo para o espírito que mora dentro dele. tatuar então, é
manter os desejos espírituais e materiais do meu corpo, balanceados. a
beleza está debaixo da pele, e tatuagens vão até os ossos.
bêbados iniciando suas vidas adultas com exercícios doentes, sujos, e
baratos de deformação corporal. somos simplesmente pessoas que gostam
de usar seus corpos como billboards. uma tatuagem é uma criação poética
e sempre mais do que o olho nú pode ver. quando uma tatuagem é cravada
em pele viva, sua essência produz um distresse único para a condição
humana mortal. tatuar é personalizar o corpo, criar uma verdadeira casa
e um templo para o espírito que mora dentro dele. tatuar então, é
manter os desejos espírituais e materiais do meu corpo, balanceados. a
beleza está debaixo da pele, e tatuagens vão até os ossos.
Lembre-se
viver é ter coragem.
erguer-se tombo após tombo com a cabeça levantada e mesmo se houver dor, abster-se de desculpas.
abster-se de "eu não possos" e eu "não consigos".
abster-se de "eu deverias" e "eu poderias".
lembre-se sempre de que cada tombo traz consigo uma reflexão, e que não existe alma sem reflexão.
lembre-se de que cada tombo não é acidente, que cada tombo traz consigo um sorriso em linha torta.
às vezes ficamos pensando o porquê de algo não ter dado certo, de não ter sido como esperávamos,
e um dia, tempos depois, percebemos que esse algo não ter acontecido, trouxe uma nova sucessão de eventos bons.
lembre-se sempre de tentar diferenciar o que diz sua cabeça do que
diz seu coração. os dois vivem digladiando, vivem em uma constante
luta, uma luta por controle.
quando aprender a diferença, lembre-se de equilibrar o que é racional com o que é sentimental.
procure sempre o equilibrio, tome sempre cuidado com os extremos.
mas mesmo se um dia for longe demais, o que sempre acontece, lembre-se de que sempre há uma solução.
a única coisa insolúvel é a morte.
lembre-se de que viver é uma opção, de que viver é uma dádiva. na vida há sempre tempo de recomeçar.
acima de tudo, lembre-se: viver é ter coragem, morrer é só escudo.
um escudo que não te defende, nem de si mesmo. mesmo que às vezes, chegue desfarçado de solução
erguer-se tombo após tombo com a cabeça levantada e mesmo se houver dor, abster-se de desculpas.
abster-se de "eu não possos" e eu "não consigos".
abster-se de "eu deverias" e "eu poderias".
lembre-se sempre de que cada tombo traz consigo uma reflexão, e que não existe alma sem reflexão.
lembre-se de que cada tombo não é acidente, que cada tombo traz consigo um sorriso em linha torta.
às vezes ficamos pensando o porquê de algo não ter dado certo, de não ter sido como esperávamos,
e um dia, tempos depois, percebemos que esse algo não ter acontecido, trouxe uma nova sucessão de eventos bons.
lembre-se sempre de tentar diferenciar o que diz sua cabeça do que
diz seu coração. os dois vivem digladiando, vivem em uma constante
luta, uma luta por controle.
quando aprender a diferença, lembre-se de equilibrar o que é racional com o que é sentimental.
procure sempre o equilibrio, tome sempre cuidado com os extremos.
mas mesmo se um dia for longe demais, o que sempre acontece, lembre-se de que sempre há uma solução.
a única coisa insolúvel é a morte.
lembre-se de que viver é uma opção, de que viver é uma dádiva. na vida há sempre tempo de recomeçar.
acima de tudo, lembre-se: viver é ter coragem, morrer é só escudo.
um escudo que não te defende, nem de si mesmo. mesmo que às vezes, chegue desfarçado de solução
Prerrogativa
enquanto puder respirar, tome cuidado com os extremos, diga o que quer
dizer, mas tente não ser maldoso. você devia sempre dizer obrigado,
deve gostar do seu cabelo, acenar para estranhos. faça o que tiver que
fazer, não olhe para o que os outros estão fazendo. pense antes de
comprar um carro, não case com alguém que conheceu em um bar. não
existe "ir longe demais", ame quem você é. não tenha medo do que está
te esperando, mas use um capacete para proteger sua cabeça. fique perto
da mão que te criou, preste atenção nos sinais, nunca desperdice vinho
caro. mime seu corpo, mime você, nunca trapaceie e divida sua furtuna.
cante quando estiver feliz, feche a porta se sua voz for ruim. não
acredite em um homem que sabe que está certo, não pule para frente,
aproveite seu vôo. seja bom com seu cachorro, dirija devagar quando
houver neblina, escreva uma música. mude de roupa todos os dias, ligue
quando estiver atrasado, fique seguro na hora de transar. leia o que
você gosta, esteja do lado do seu irmão. você pode perguntar porque,
mas não espere entender sua vida.
é estranho como você pode olhar para algo uma vez e ver uma coisa e depois olhar uma segunda vez e ver algo completamente diferente.
olho para cima e olho para baixo. tiro meus sapatos para ficar mais perto do chão. consigo pensar em muitas maneiras de estragar esses dias perfeitos, mas sinto coragem para me sentir bem hoje. de alguma forma nesse mundo esquisito, estou indo bem. podem dizer que essa paz de espírito nunca foi minha, mas me sinto bem.
dizer, mas tente não ser maldoso. você devia sempre dizer obrigado,
deve gostar do seu cabelo, acenar para estranhos. faça o que tiver que
fazer, não olhe para o que os outros estão fazendo. pense antes de
comprar um carro, não case com alguém que conheceu em um bar. não
existe "ir longe demais", ame quem você é. não tenha medo do que está
te esperando, mas use um capacete para proteger sua cabeça. fique perto
da mão que te criou, preste atenção nos sinais, nunca desperdice vinho
caro. mime seu corpo, mime você, nunca trapaceie e divida sua furtuna.
cante quando estiver feliz, feche a porta se sua voz for ruim. não
acredite em um homem que sabe que está certo, não pule para frente,
aproveite seu vôo. seja bom com seu cachorro, dirija devagar quando
houver neblina, escreva uma música. mude de roupa todos os dias, ligue
quando estiver atrasado, fique seguro na hora de transar. leia o que
você gosta, esteja do lado do seu irmão. você pode perguntar porque,
mas não espere entender sua vida.
é estranho como você pode olhar para algo uma vez e ver uma coisa e depois olhar uma segunda vez e ver algo completamente diferente.
olho para cima e olho para baixo. tiro meus sapatos para ficar mais perto do chão. consigo pensar em muitas maneiras de estragar esses dias perfeitos, mas sinto coragem para me sentir bem hoje. de alguma forma nesse mundo esquisito, estou indo bem. podem dizer que essa paz de espírito nunca foi minha, mas me sinto bem.
Só um pensamento
os artíficios que te perseguem como um fantasma querendo te empurrar, te empurrar mais um gole, mais um trago, mais um passo, mais um salto, à procura da luz. de uma noite surgem sonhos, de uma noite surgem ilusões. dias de sorte, dias de glória, dias normais, como qualquer outro, e homens gigantes ficam de pé em enormes plataformas. você adquire um pouco do brilho quando está lá, e quando sai, volta para dimensão dos normais. por algumas horas, quando a sorte bate, você se sente especial. dispensa o pensamento de idealização, glorificação, e deixa enaltecer. bêbada por algumas horas, de ressaca por algumas semanas, depois que a onda passa você quer e necessecita mais. a vida por trás dos palcos, o crachá de acesso total, a vida que não precisa de amanhã, as festas que não podem acabar. embrigada de ilusão, de sonhos de menina, de distorção de guitarras.
... alteração da forma de uma corrente elétrica ao ser amplificada em um circuito.
... alteração da forma de uma corrente elétrica ao ser amplificada em um circuito.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Até cessar
Relacionamento é um campo de batalha, até que você se aposenta da guerra. de cada final de guerra que você marcha para casa como um sobrevivente, você trás uma cicatriz e um troféu.
Eu lembro bem de todas as bombas, eu lembro bem de cada minuto de descanso. Eu lembro que antes eu sangrava, todos os dias eu sangrava, e o desejo de morte batia à porta todas as vezes que precisava dar adeus. Todas as vezes que precisava perder, sentia a decepção dos meus colegas de batalha, aqueles dentro da minha cabeça.
Quando consegui sair de dentro desse mundo, tentei tornar-me espectadora. Eu ainda olhava para as cicatrizes de vez em quando e o troféu não me significava muita coisa. Eu tinha perdido e estava reconstruindo sozinha, todos os cantos que ficaram devastados.
Quando pulei dentro de novo, não sangrava tão profundamente, tinha mais resistência. mesmo assim haviam arranhões e a gritaria ás vezes me ensurdecia. Quando tudo estava bem eu sorria bem grande, e quando não estava, poderia haver sangue alheio. Eu achava que era louca, completamente maluca, enquanto arrancava os cabelos para tentar descobrir o porquê de todos os acontecimentos.
Eu só os descobri depois que essa guerra acabou...
nessa guerra que não é de países e sim a guerra do amor, é a única maneira de vencer. Você descobre que o outro não é seu inimigo e sim sua rocha.
Parece simples, mas não é.
As cicatrizes ainda estão aqui, mas se tornaram parte do meu corpo. Agora vejo que me prepararam para algo maior que estava à caminho e posso dormir em paz.
o estresse ao mesmo um estado ignorante... acredita que tudo é uma emergência. nada é assim tão importante. eu fecho os olhos e grito, tão alto eu grito, e toda a raiva navega pelo ar, atingindo silenciosamente o estado de espirito dos meus inimigos. depois eu deito e flutuo e o sono me come. dentro do meu inconsciente me sinto mais confortavel, mas não estou segura. quem sabe os planos que minha mente bolou? quem sabe o que quer me mostrar dessa vez? quando estou dormindo não consigo acordar. nos meus sonhos eu só corro, mas não consigo chegar. parece que corro contra as ondas, contra a água, contra a gravidade. olha, meu grito se transformou em música! um piano tão acelerado e macabro... eu não consigo decifrar. minha curiosidade quase me mata, quero uma soluçãoo agora, antes que o sonho chegue ao fim. sento ao piano e toco algo mais calmo. não dou bola para as lembranças daqueles que eu detesto e mexo os dedos graciosamente. os porta retratos em cima do meu piano de calda perdem o rosto.a cor do cabelo começa a mudar, a janela se abriu sozinha. não compreendo, mas sorrio. sinto o coração menos pesado. quando acordo não estou mais doente, não estou mais com odio. o silencio que não abre a boca os machuca muito mais do que o grito que entra em seus ouvidos silenciosamente. logo agora que eu tinha desistido de os flagelar...
Eu lembro bem de todas as bombas, eu lembro bem de cada minuto de descanso. Eu lembro que antes eu sangrava, todos os dias eu sangrava, e o desejo de morte batia à porta todas as vezes que precisava dar adeus. Todas as vezes que precisava perder, sentia a decepção dos meus colegas de batalha, aqueles dentro da minha cabeça.
Quando consegui sair de dentro desse mundo, tentei tornar-me espectadora. Eu ainda olhava para as cicatrizes de vez em quando e o troféu não me significava muita coisa. Eu tinha perdido e estava reconstruindo sozinha, todos os cantos que ficaram devastados.
Quando pulei dentro de novo, não sangrava tão profundamente, tinha mais resistência. mesmo assim haviam arranhões e a gritaria ás vezes me ensurdecia. Quando tudo estava bem eu sorria bem grande, e quando não estava, poderia haver sangue alheio. Eu achava que era louca, completamente maluca, enquanto arrancava os cabelos para tentar descobrir o porquê de todos os acontecimentos.
Eu só os descobri depois que essa guerra acabou...
nessa guerra que não é de países e sim a guerra do amor, é a única maneira de vencer. Você descobre que o outro não é seu inimigo e sim sua rocha.
Parece simples, mas não é.
As cicatrizes ainda estão aqui, mas se tornaram parte do meu corpo. Agora vejo que me prepararam para algo maior que estava à caminho e posso dormir em paz.
o estresse ao mesmo um estado ignorante... acredita que tudo é uma emergência. nada é assim tão importante. eu fecho os olhos e grito, tão alto eu grito, e toda a raiva navega pelo ar, atingindo silenciosamente o estado de espirito dos meus inimigos. depois eu deito e flutuo e o sono me come. dentro do meu inconsciente me sinto mais confortavel, mas não estou segura. quem sabe os planos que minha mente bolou? quem sabe o que quer me mostrar dessa vez? quando estou dormindo não consigo acordar. nos meus sonhos eu só corro, mas não consigo chegar. parece que corro contra as ondas, contra a água, contra a gravidade. olha, meu grito se transformou em música! um piano tão acelerado e macabro... eu não consigo decifrar. minha curiosidade quase me mata, quero uma soluçãoo agora, antes que o sonho chegue ao fim. sento ao piano e toco algo mais calmo. não dou bola para as lembranças daqueles que eu detesto e mexo os dedos graciosamente. os porta retratos em cima do meu piano de calda perdem o rosto.a cor do cabelo começa a mudar, a janela se abriu sozinha. não compreendo, mas sorrio. sinto o coração menos pesado. quando acordo não estou mais doente, não estou mais com odio. o silencio que não abre a boca os machuca muito mais do que o grito que entra em seus ouvidos silenciosamente. logo agora que eu tinha desistido de os flagelar...
Meu balanço
Por essa vez eu rasgo os bolsos e deixo tudo cair no chão. O que me satisfazia antes, já não me satisfaz mais. As filas de ovelhas empalhadas preocupadas em dançar e dormir, comendo carne mal passada, na sala de jantar, já não me cheiram bem. A procura no escuro por idêntidade, a obsessão por onipresença - estar em todos os lugares ao mesmo tempo - já não se categoriza mais à mim. E quando ponho os pés dentro das cavernas de luzes coloridas, tenho o único propósito de me divertir. no espelho enxergo eu mesma e não tento me encontrar em olhos e bocas alheias. Não encontro mais desafios. Me encontro novamente em uma fase com um piano de trilha sonóra. Não, não quer dizer que não fique por aqui, estourando os ouvidos alheios, com rock de boa e de má qualidade também. mas na minha alma toca um piano, um violino, um pássaro, uma ventania. O travesseiro é companheiro, durmo bem e, quando acordo fico à procura de programas completamente diferente para me excitar. Uma praia deserta, um vôo de asadelta, um bar sujo, um jantar de mafiosos, uma batalha de mcs... não estou assim mudada, estou aproveitando uma das minhas personalidades. e essa é uma que surge quando há muita segurança e muita paixão.
Prepare-se para o frio na barriga, prepare-se para cultivar borboletas dentro do estômago. O que você imaginou por todos esses anos está finalmente chegando. Você via as cenas na sua cabeça, você vibrava com todos os seus desejos. Colagens na parede sobre um futuro luminoso e agora cabe à você dar as mãos a ele. Está na hora de manter a cabeça no lugar, está na hora de olhar para dentro de ti. Está na hora de corrigir quaisquer erros passados teve, de manter os olhos na frente, enfim. O medo que vem junto com a excitação, faz com que tudo seja adrenalina. E a dor gostosa que se sente no peito, não poderia parar com morfina. Você está assustada, mas anseia pelo que virá depois. Precisa respirar fundo, se mostrar pro mundo, deixar de ser quem te assombrou. Começar com uma nova identidade, que ainda mostra o mesmo nome. Os rios estão se abrindo e você sabe que está com fome.
o nascimento de uma estrela é tão doloroso quanto o nascimento de uma criança.
Prepare-se para o frio na barriga, prepare-se para cultivar borboletas dentro do estômago. O que você imaginou por todos esses anos está finalmente chegando. Você via as cenas na sua cabeça, você vibrava com todos os seus desejos. Colagens na parede sobre um futuro luminoso e agora cabe à você dar as mãos a ele. Está na hora de manter a cabeça no lugar, está na hora de olhar para dentro de ti. Está na hora de corrigir quaisquer erros passados teve, de manter os olhos na frente, enfim. O medo que vem junto com a excitação, faz com que tudo seja adrenalina. E a dor gostosa que se sente no peito, não poderia parar com morfina. Você está assustada, mas anseia pelo que virá depois. Precisa respirar fundo, se mostrar pro mundo, deixar de ser quem te assombrou. Começar com uma nova identidade, que ainda mostra o mesmo nome. Os rios estão se abrindo e você sabe que está com fome.
o nascimento de uma estrela é tão doloroso quanto o nascimento de uma criança.
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