terça-feira, 1 de julho de 2008




Em casos leves, você pensaria "ele é bonitinho". Em casos com certa gravidade, você diria "ele tem um tipo bastante especial".
Se fosse feio, você não estaria aí pensando nele ou observando seu jeito de falar ou ainda como te faz sorrir. Ele é bonito, e tem aquele olhar meio polêmico, aquela maneira de amar e de chocar intensa demais, e quem sabe se ele não tivesse essa mania de esconder o riso.
Você sabe muito bem de quem eu estou falando. Pensa que eu não sei. Você acordou todos esses dias, sentiu-se solitário, frágil.
Tropeçou diversas vezes em objetos variados, esqueceu alguma coisa muito importante e sentiu falta de alguém pra esquentar suas mãos.
As meninas que você conhece são amigas demais ou pretenciosas demais e você quer alguém distante, que te olhe de um jeito bem particular,te deixe confortável e desconfortável, contente, triste. De preferência alguém a quem você já ame pra poder falar abertamente sobre sua teoria de amor latente, amor que já habita algum determinado espaço e só espera pela presença constante.
Amor que já existe, pois você encontrou alguém com quem dividir. Poderia ser essa menina, se ela não roesse as unhas. Se ela não derrubasse tudo sem perceber.
Se ela não arrumasse o cabelo daquela forma. Se você tivesse coragem. Se ela não te beijasse com tanta intensidade. E se não te assustasse tanto o fato de que ela se parece demais com o seu mundo, meio bonito, meio antiquado. Por saber de alguma forma que já é só dela.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O meu amor


Eu já acreditei: Em contos de fadas, eu já acreditei que podia voar, eu já acreditei em príncipe encantando, eu já quis ser dona do mundo, eu já quis pintar o meu arco íris no céu!; hoje eu cresci! Troquei meus medos por conquistas, troquei meus amigos imaginários por amigos de verdade, troquei meu coração de criança; por um de menina!!!!!Ela não tem estilo bonequinha tão pouco é de porcelana. Ela é mais forte do que ferro e tem mais energia do que a mulher maravilha, você bate, xinga, mente, reclama, atropela, pisa; e ela nem liga, se levanta, sai como se nada tivesse acontecido...
Eu optei deixar de escutar a criança louca, seu choro era tão alto que me insurdeceu. Essa criança se obrigou a crescer pra sair do chão, viu um problema ao perseguir seus sonhos. Ela engoliu o sapo e esse marcou a pele com o amor "achado" e marcou por cima o amor nunca encontrado , tampou em colorido pra não mais lembrar. Aprendeu que se mente até em contos de fadas e que príncipes são meros sapos, logo os sapos ... são Príncipes de filmes de aventura moderna. Pensou que não ia suportar mas hoje agradece o acontecido. Tomou muitos goles até entender, quis matar, quis morrer e assim sobreviver. Viu que não existem pessoas perfeitas e sentiu orgolho de nunca ter tido essa pretenção. Perdeu amigos e chorou amores. Por fim se feza cegas pra apagar mesmo do pensamento sequer lembrar daquele olhar. E no auge da sua mais louca emergência viu a solução!
Me disseram que o destino debocha de nós, Que não nos dá nada e nos promete tudo
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então a gente estende a mão e se descobre louco. E no auge da minha loucura eu vi você. Eu queria que você não conseguisse me entender, mas sempre quisesse saber como eu sou. Eu queria que você nunca esquecesse, O meu olhar quando nos vimos pela primeira vez. Eu queria que tivesse uma marquinha na pele de que você gostasse secretamente. Porque estaria num lugar escondido onde ninguém poderia ver.
Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir.
(...) e que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre a mesma. '
É...eu encontrei esse alguém.

O impossível é o que nunca vimos antes!

domingo, 15 de junho de 2008

Desanexado


Gênio foi quem a chamou de Sol pela primeira vez. Mereceu uma estátua por conseguir te traduzir em uma palavra. O que eu tentei fazer durante todo esse tempo, alguém fez por mim.
Meu sol, minha definição. Vem e traz a luz e o calor que eu preciso.
De quinta a domingo. Abuso de um, dois, três ou quantos mil aparecerem por perto. O que a gente quer é rir até chorar e chorar até rir de tanto chorar novamente. Comendo brigadeiro com gosto de amaciante de carne, comendo salgado ruim da padaria mais próxima, viciando em seriados, discutindo planos, planejando uma forma de realizá-los. “Vai, chegando lá você paga. E se der a hora de voltar, a gente foge! Vamos, por favor!!!”
Fugir. Que desejo maluco é esse que a gente carrega? Eu da minha mãe, tu do lobo mal E da chapeuzinho vermelho. Como se isso fosse resolver algum problema, realizar nossos sonhos, nos suprir de alguma forma. E o que nos supre já está escrito. Mal e porcamente escrito. Pelo primeiro tatuador que achamos, nos últimos 40 minutos pra terceira prova do vestibular, pelo dia que te conheci e fiquei muda. Do jeito que a gente queria. Hoje tudo diz tudo. Então vamos bater papo com o São Bernardo que encontramos no parque. Ele parece ser do tamanho da gente. Quem sabe ali, no meio daqueles pelos e daquela testa da Simone, achamos a solução dos nossos problemas. Quem sabe o dinheiro que nos financie esteja dentro da sacola de bolas de futebol americano. Quem sabe esteja dentro da gente e nós não sabemos.
Me arranque lágrimas, me faça esperar até o dia do seu aniversário pra pendurar mais um retrato na parede. Mas continue iluminando os meus passos. Pra eu atravessar a Tapera durante a noite apenas segurando a minha certeza.

sábado, 14 de junho de 2008

Aquelas três palavrinahs


Muitas vezes nós misturamos o conceito de amor e de aceitação, numa receita que nunca poderá dar certo. No conceito de amor uma coisa que não está implícita é o fato de que a outra pessoa entenderá que você a ama, aceitará esse amor e te agradecerá por ele.
O verdadeiro amor muitas vezes é mal interpretado, mal entendido e rejeitado, pois sua demonstração não é necessariamente fazer o que a pessoa amada quer que façamos.
O verdadeiro amor é independente da aceitação, do que a outra pessoa quer. Às vezes as duas coisas podem coincidir, mas um amor que espera sempre ser reconhecido, apreciado e bem aceito nunca será verdadeiro e dificilmente terá bons frutos.
O verdadeiro amor foca a pessoa amada, seu interesse e bem estar e não o bem estar do que ama e a sua necessidade de ser retribuído ou reconhecido.
É por isso que o verdadeiro amor não espera nada em troca.
Amar não é fazer o que os outros querem que eu faça - é fazer o que será de melhor para quem eu amo (quer ela entenda isso ou não).

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Silêncio (Detonautas)


Quando tive medo no começo,
eu vim só pra te dizer
Revirei meus planos pelo avesso
Confinando meu valor
Essa luz estranha que te afaga
É dificil de encontrar
Fica latejando na memória
Regulando meu amor
Quando o sono não vem
E é dificil de encarar
Quantos dias já tem ?
Que eu perdi o seu amor,
O seu amor!
Quem um dia poderia crer ?
No silêncio desse amor comum
Eu não posso, eu nao devo,
eu não tenho, eu não quero esconder
Os segredos que ainda me restam por direito algum
Das palavras que não quis dizer
Dos sufocos todos que escapei
Eu não posso, eu não devo,
eu não tenho, eu não quero esconder
Dos segredos que ainda me lembro não sobrou nenhum.
...
Quando o sono não vem
E é dificil de encarar
Quantos dias já tem ?
Que eu perdi o seu amor,
O seu amor,
O seu amor!
Quando tive medo no começo,
eu vim só pra te dizer.




(Letra de música foda)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A quem fala da minha loucura


Ardendo. Jogando pra fora. E por fim, criticando tudo aquilo que no seu mais íntimo pensamento você reconhece que possivelmente não ousaria.
Eu não quero julgar, acredite. Não concordo com as regras de Amurai. Isso pra mim é coisa primitiva. Onde diálogos e palavras não podiam ser compreendidos.
E eu poderia até mandar uma carta sendo você o destinatário, perguntando pessoalmente qual seria o seu problema. Mas sabemos que isso nunca seria possível quando o nosso endereçado é um fantasma que, com certeza, esconde-se por saber que sua vida também não é perfeita. Por ter certeza que comete erros, tem milhares de defeitos e também sofre. Mas que muitas vezes esquece que não é muito diferente de mim.
Talvez seja esse o real motivo de tanta raiva. Afinal você entende, a vida já mostrou pra você que não podemos ser invencíveis. Alguém precisa dividir essa dor com você. Mais do que isso, precisa sentir.
Então eu estou aqui. Pregando por aí que a vida pode ser legal, que temos muito que viver, não demonstrando medos ou grandes problemas.
Pois bem, você conseguiu. Eu senti. Doeu ler o que não é verdade, ver que sou vulnerável e que nem tudo o que fiz deu certo.
Mas lamento você falhou em um aspecto. É aqui que a gente difere-se e você se frustra: eu assumi não ser de ferro e escrevi meu nome no final do testemunho.
Você precisa alcançar mais uma fase.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Minha louca sanidade



Talvez seja loucura amar alguém com convicção e ter tanta certeza desse sentimento que te faz sentido as maiores loucuras. Talvez seja loucura ir de encontro ao que pulsa dentro do seu mais íntimo sentimento. Talvez seja loucura falar "eu te amo" como se fosse pra sempre e acreditar num "eu também" . Talvez seja loucura acreditar que os amigos são nossos super heróis. Talvez seja loucura achar que eles são umas das poucas pessoas que você dá crédito na sua vivência. Talvez seja loucura ter convicção numa amizade de tanto tempo. Talvez você querer ser a pessoa mais amada que pensou um dia seja loucura. Talvez seja loucura ser quem você não é, mesmo que se esforce ao máximo pra isso todos os dias.Talvez seja loucura achar que seus maiores fãs são aqueles a quem você dá o maior crédito. Talvez seja loucura achar que as pessoas podem mudar. Talvez seja loucura querer o bem das pessoas mais importantes pra você. Talvez seja loucura imaginar que há coisas que são pra sempre ...
E se por todos esses motivos eu for de fato a doida que se escancara boca a fora por frases de gente que não sabe ... Talvez seja loucura!
Mas louco é quem tem nas mãos a chance de pelo menos tentar e escolhe continuar uma sequencia já fadada, como um dado viciado.
Que mundo é esse em que é comum se fazer juízo das ações alheis esquecendo que por vezes tu mesmo fez coisas as quais te envergonhas de até lembrar com toda certeza. Por isso te escondes ou usa ainda essa máscara de bom moço fazendo de conta que é o tal . Fazendo ainda com que todos também te julguem como o qual, temos aqui um "mundinho" restríto de rótulos de pessoas que com sua natureza tão autêntica dizem não existir. Eu vejo o mundo atado uma competição ardua em que é vencedor aquele que melhor for de fato, mas pra isso alguém tem que cair. Redundância que não se aplica devido que pra isso o perdedor não fosse exilado ao ridículo. É espasiante ter a convicção que existe tanta gente medíocre ao ponto de estar ali a espreita esperando o momento oportuno a tua queda. Quão engraçado é assistir alguém ser enxovalhado por questionamentos, logo que são várias as versões mais surreais possíveis, contrariando a dignidade de saber da verdade. Ou ao menos sair dessa corrente de tantos julgamentos. Julgar é engraçado enquanto você é juri , mas é doloroso quando você é atirado ao hell(no duplo sentido, ora diabólico, como jurídico). A revolta maior é apunhalada vinda de mãos que já te deram força . Ao fim você esperar um sinto muito se torna loucura. Quem mundo é esse em que é loucura achar que não ser ninguém pra julgar ninguém é algo bonito de falar, mas trágico de fazer acontecer. Há apenas uma linha intrínseca, por vezes perseptível que separa a sanidade da felicidade, ou não. Eu prefiro acreditar nos meus rótulos construídos de aprendizados. Eu ainda acredito nas raras excessões não rotuladas, enlatadas ou genéricas ... logo que essas são limitadas e únicas. Porque eu sei que elas existem.

Talvez tudo isso não passe de uma grande loucura!