domingo, 20 de julho de 2008

Felicidade absoluta



"Não tenho muito interesse pela felicidade. Queria ter vivido os anos 60, fazer tudo o que me interessava(não que eu não faça agora), passar um tempo na Índia e no Nepal, e poderia ter ficado por lá, nas drogas, se a felicidade me interessasse. moraria até hoje em Katmandu, meio pelada, com os macacos, passeando pelas lojas que vendem tudo o que alguém pode querer, em várias qualidades e quantidades, a preço de banana. Se quisesse a felicidade, por que não viver lá? Não é a felicidade que me interessa. O que me interessa é a vida, é a intensidade das experiências, boas e ruins. Se tiver que curtir uma dor porque morreu meu pai, ou meu cachorro, ou me separei de alguém que eu amava, é para chorar mesmo, e chorar pra valer, faz parte de sentir a experiência.
Fomos convencidos pela idéia de que o sofrimento não deve fazer parte de nossas vidas. Isso é um aspecto psiquicamente higienista. Uma espécie de intervenção médica em cima da nossa vida. É extremamente desagradável essa idéia de que o sofrimento seja considerado patológico, isso é uma loucura. Claro, é evidente, se alguém considera se matar porque perdeu o relógio, aí existe uma desproporção, mas a idéia de dizer: 'ah, morreu seu pai e eu vou medicá-lo para que você atravesse o luto corretamente' acho um absurdo, uma merda."

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Estimativas


Um só conselho. Aliás, dois.
Conserve os velhos(quase um sentido literal) amigos e faça também novos. Compartilhe os teus bons momentos ao lado dos que conheces há três anos e leve junto os que passam contigo o intervalo das três horas. Viaje sim e visite lugares, só não esquece de desfrutar também a terra que pisas(mesmo que ela não seja a tua "original").
A gente comete erros e pode concordar, eu sou campeã. Muitas vezes deixas itens importantíssimos pra depois e até ignora os atualizados, que sim, podem fazer GRANDE diferença na vida.
Agora sim, falamos de C O M O D I S M O. Dos meus...
Limites.
Tô me livrando dos meus e voltando atrás de algumas coisas que, não por mal, eu quase perdi. Enfim, eu tô vivendo e descobrindo, me (re)descobrindo e gritando ufa por ainda estar em tempo.
Vocabulário simples.
E arquivado para que EU volte aqui e leia quantas vezes forem necessárias.
Afinal não é de hoje que sou tão cabeça-dura.

Vocês: obrigada por abrirem espaços aí. :~

Rascunho de ontem


"Você já teve um sonho tão real a que quando acordou desacreditou da realidade ?"

Lembras quando deixei tudo de lado para que as coisas dessem certo?
Pois bem, esse tempo se foi.
E eu não tenho pretensão alguma de falar dele.
Menos ainda de revivenciá-lo.
Eu ando preocupada comigo, preocupada em errar pra aprender. Dar quantos tropeços forem necessários, pra mais tarde perceber a tal pedra. Perceber e jogá-la longe, com as minhas duas mãos.
Perto de ti...
Não destruí sonhos, mas incansavelmente dei passos a fim de perturbar meu sossego.
Bastaram as lágrimas ...
Aquele presente de decepção está guardado aqui, com seus laços desfeitos.
Agora, esqueça! A esperança de dias melhores é algo de que nunca vou me privar.
Controle toda minha liberdade, continue planejando e atuando ao lado do que, logicamente, sabes que me afeta.
O que tinhas pra perder, foi perdido pra sempre. Logo, não perdes nada.
Aliás, perdes tempo.
Todas as memórias permanentemente apagadas ...
A minha maior tática eu aprendi com os inimigos, então não queira que eu te queira mal.
Eu sou a mesma menina, vestindo a minha mais bem polida armadura.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Espectativas


Eu quero aprender francês, alemão, italiano, inglês e latim. Quero aprender a tocar violino, guitarra, violão, piano e bateria. Quero ler o máximo de livros que puder. Quero viajar,e não morar em lugar nenhum, ir para onde ninguém me conheça e não conhecer ninguém. Quero beber , beber muito. Seja por exagero ou euforia. Dançar que eu neim sequer conheço fazendo música alheia virar alegria dentro de mim. Quero um apartamento minúsculo, com poucos móveis, mas muitas janelas , todo em tons claros, uma parede com a imagem em preto e branco de alguma praça vazia no outono, um sofá de couro preto (falso, é lógico), uma mesinha baixinha no centro da sala, onde eu possa fazer minhas refeições sentada no chão... Quero poder passar dias e dias ao lado do meu escolhido da vida inteira, quero ter alguém para ligar certo dia e roubá-lo para para ir tomar um café gostoso fumando um desses meus cigarros , conversando sobre trivialidades ou divagando sobre as teorias do universo, sobre a morte, sobre a vida, sobre mim... Quero acordar de madrugada tendo seu peito de travesseiro e poder te espionar dormindo tendo a certeza de que é isso que eu quero todo dia. Quero poder me reapaixonar todos os dias tendo sempre essa certeza concreta que ao acordar vou te amar ainda mais. Quero ter certezas, mas quero mudar todos os dias, mesmo que sejam os móveis de lugar. Quero comer e quero gozar. Que todos que já me fizeram algum mal, intencionalmente ou não, sejam felizes e realizados. Quero um banho de chuva, para lavar o corpo e a alma. Quero cursar gastronomia, moda, fotografia e arquitetura, por prazer, apenas. Quero muitas coisas, é verdade, mas nada do que eu quero é inexequível, irrealizável.

terça-feira, 1 de julho de 2008




Em casos leves, você pensaria "ele é bonitinho". Em casos com certa gravidade, você diria "ele tem um tipo bastante especial".
Se fosse feio, você não estaria aí pensando nele ou observando seu jeito de falar ou ainda como te faz sorrir. Ele é bonito, e tem aquele olhar meio polêmico, aquela maneira de amar e de chocar intensa demais, e quem sabe se ele não tivesse essa mania de esconder o riso.
Você sabe muito bem de quem eu estou falando. Pensa que eu não sei. Você acordou todos esses dias, sentiu-se solitário, frágil.
Tropeçou diversas vezes em objetos variados, esqueceu alguma coisa muito importante e sentiu falta de alguém pra esquentar suas mãos.
As meninas que você conhece são amigas demais ou pretenciosas demais e você quer alguém distante, que te olhe de um jeito bem particular,te deixe confortável e desconfortável, contente, triste. De preferência alguém a quem você já ame pra poder falar abertamente sobre sua teoria de amor latente, amor que já habita algum determinado espaço e só espera pela presença constante.
Amor que já existe, pois você encontrou alguém com quem dividir. Poderia ser essa menina, se ela não roesse as unhas. Se ela não derrubasse tudo sem perceber.
Se ela não arrumasse o cabelo daquela forma. Se você tivesse coragem. Se ela não te beijasse com tanta intensidade. E se não te assustasse tanto o fato de que ela se parece demais com o seu mundo, meio bonito, meio antiquado. Por saber de alguma forma que já é só dela.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O meu amor


Eu já acreditei: Em contos de fadas, eu já acreditei que podia voar, eu já acreditei em príncipe encantando, eu já quis ser dona do mundo, eu já quis pintar o meu arco íris no céu!; hoje eu cresci! Troquei meus medos por conquistas, troquei meus amigos imaginários por amigos de verdade, troquei meu coração de criança; por um de menina!!!!!Ela não tem estilo bonequinha tão pouco é de porcelana. Ela é mais forte do que ferro e tem mais energia do que a mulher maravilha, você bate, xinga, mente, reclama, atropela, pisa; e ela nem liga, se levanta, sai como se nada tivesse acontecido...
Eu optei deixar de escutar a criança louca, seu choro era tão alto que me insurdeceu. Essa criança se obrigou a crescer pra sair do chão, viu um problema ao perseguir seus sonhos. Ela engoliu o sapo e esse marcou a pele com o amor "achado" e marcou por cima o amor nunca encontrado , tampou em colorido pra não mais lembrar. Aprendeu que se mente até em contos de fadas e que príncipes são meros sapos, logo os sapos ... são Príncipes de filmes de aventura moderna. Pensou que não ia suportar mas hoje agradece o acontecido. Tomou muitos goles até entender, quis matar, quis morrer e assim sobreviver. Viu que não existem pessoas perfeitas e sentiu orgolho de nunca ter tido essa pretenção. Perdeu amigos e chorou amores. Por fim se feza cegas pra apagar mesmo do pensamento sequer lembrar daquele olhar. E no auge da sua mais louca emergência viu a solução!
Me disseram que o destino debocha de nós, Que não nos dá nada e nos promete tudo
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então a gente estende a mão e se descobre louco. E no auge da minha loucura eu vi você. Eu queria que você não conseguisse me entender, mas sempre quisesse saber como eu sou. Eu queria que você nunca esquecesse, O meu olhar quando nos vimos pela primeira vez. Eu queria que tivesse uma marquinha na pele de que você gostasse secretamente. Porque estaria num lugar escondido onde ninguém poderia ver.
Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir.
(...) e que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre a mesma. '
É...eu encontrei esse alguém.

O impossível é o que nunca vimos antes!

domingo, 15 de junho de 2008

Desanexado


Gênio foi quem a chamou de Sol pela primeira vez. Mereceu uma estátua por conseguir te traduzir em uma palavra. O que eu tentei fazer durante todo esse tempo, alguém fez por mim.
Meu sol, minha definição. Vem e traz a luz e o calor que eu preciso.
De quinta a domingo. Abuso de um, dois, três ou quantos mil aparecerem por perto. O que a gente quer é rir até chorar e chorar até rir de tanto chorar novamente. Comendo brigadeiro com gosto de amaciante de carne, comendo salgado ruim da padaria mais próxima, viciando em seriados, discutindo planos, planejando uma forma de realizá-los. “Vai, chegando lá você paga. E se der a hora de voltar, a gente foge! Vamos, por favor!!!”
Fugir. Que desejo maluco é esse que a gente carrega? Eu da minha mãe, tu do lobo mal E da chapeuzinho vermelho. Como se isso fosse resolver algum problema, realizar nossos sonhos, nos suprir de alguma forma. E o que nos supre já está escrito. Mal e porcamente escrito. Pelo primeiro tatuador que achamos, nos últimos 40 minutos pra terceira prova do vestibular, pelo dia que te conheci e fiquei muda. Do jeito que a gente queria. Hoje tudo diz tudo. Então vamos bater papo com o São Bernardo que encontramos no parque. Ele parece ser do tamanho da gente. Quem sabe ali, no meio daqueles pelos e daquela testa da Simone, achamos a solução dos nossos problemas. Quem sabe o dinheiro que nos financie esteja dentro da sacola de bolas de futebol americano. Quem sabe esteja dentro da gente e nós não sabemos.
Me arranque lágrimas, me faça esperar até o dia do seu aniversário pra pendurar mais um retrato na parede. Mas continue iluminando os meus passos. Pra eu atravessar a Tapera durante a noite apenas segurando a minha certeza.